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Descubra como a formação geológica cria veios, cores e variações nas pedras naturais

Diohn do Prado
Diohn do Prado

A simples comparação de duas chapas retiradas do mesmo bloco já é suficiente para identificar diferenças significativas. Diohn do Prado, diretor administrativo do empreendimento, enfatiza que essa peculiaridade, distante de ser considerada um defeito, decorre diretamente do processo de formação de mármores, granitos e quartzitos ao longo de milhões de anos.

A pressão, a temperatura, a composição mineral e os movimentos da crosta terrestre atuam de maneira não homogênea em cada ponto de uma jazida. O resultado final é uma formação rochosa que registra, por meio de cores e desenhos, a história geológica do local em que foi formada.

Conheça, a seguir, as principais curiosidades acerca da origem das pedras naturais e entenda o porquê de não haver repetições entre as peças.

O segredo dos padrões que as rochas escondem

As pedras utilizadas em revestimentos são provenientes de três fontes principais. As rochas ígneas, tais como o granito, são geradas a partir do resfriamento do magma. As formações sedimentares, tais quais o travertino e o calcário, decorrem do acúmulo de partículas e minerais em camadas. Dentre as metamórficas, podemos destacar o mármore e o quartzito, cuja formação decorre de alterações térmicas e mecânicas em rochas pré-existentes.

A formação de veios é um processo predominantemente relacionado a essas transformações. A formação de fendas na rocha pode ser preenchida por minerais trazidos por fluidos, enquanto o processo de recristalização sob pressão resulta no alinhamento de impurezas em faixas. Nesse sentido,  Diohn do Prado destaca que a direção, a espessura e a intensidade desses veios são determinantes para a identidade visual de cada chapa.

Diohn do Prado
Diohn do Prado

No caso do granito, o padrão de formação dos cristais, cujas dimensões dependem da velocidade de resfriamento do magma, é o que determina a formação das estruturas. A escolha de grãos maiores e espaçados resulta em um aspecto movimentado, enquanto a preferência por grãos finos e homogêneos resulta em superfícies mais uniformes.

A origem das cores nas pedras naturais

A paleta de cores das pedras naturais depende dos minerais presentes. O mármore branco mais puro é composto majoritariamente por calcita, com veios acinzentados provenientes de impurezas, tais como o grafite. A coloração avermelhada, amarelada e terrosa é produzida pelos óxidos de ferro. Já os minerais, como a clorita e a serpentina, conferem matizes esverdeadas.

Em certas ocasiões, a raridade de um caso pode despertar a atenção. A coloração das pedras, que varia do azul-claro ao azul-escuro, pode ser atribuída à presença de minerais como a sodalita, enquanto determinados granitos apresentam reflexos iridescentes, causados por feldspatos, que dispersam a luz de maneira singular. Essas particularidades ajudam a explicar por que algumas pedras alcançam valor elevado no mercado.

No parecer de Diohn do Prado, compreender a origem das cores auxilia na análise do comportamento do material, uma vez que a composição mineral também influencia porosidade, resistência e reação a produtos de limpeza. 

A singularidade de cada peça de pedra natural

Em um contexto de jazida única, as condições de formação podem apresentar variações significativas de um ponto ao outro. Por conseguinte, blocos extraídos da mesma localização podem apresentar tonalidades e padrões distintos, e as chapas provenientes de um mesmo bloco sofrem alterações gradativas de acordo com a posição de corte. A organização por lotes e o emprego de chapas sequenciais são fundamentais para assegurar a coerência em revestimentos extensos.

Em sua análise, Diohn do Prado destaca que essa singularidade transforma a seleção da chapa em parte do projeto, uma vez que permite escolher o trecho exato que ficará em destaque no ambiente e posicionar os veios de acordo com a composição desejada.

Cada pedra natural possui um registro único de milhões de anos de transformações. A compreensão dessa origem é fundamental para atribuir valor às variações como uma característica intrínseca do material, garantindo uma especificação mais precisa e sensível.