A Cemig e a Prefeitura de Belo Horizonte realizaram, em 21 de setembro de 2026, uma força-tarefa para identificar e corrigir irregularidades em cabos de telefonia, internet e televisão instalados nos postes da capital. A mobilização contou com a participação de equipes municipais, da distribuidora de energia e de empresas de telecomunicações.
As ações ocorreram nos bairros São Bento, Lagoinha e Mangabeiras, em diferentes regiões de Belo Horizonte. O trabalho teve como foco a organização da fiação aérea e a retirada de materiais que estavam fora dos padrões técnicos ou já não eram utilizados pelas empresas responsáveis.
Segundo informações divulgadas pela Cemig, a operação faz parte de uma atuação conjunta para reduzir riscos relacionados à presença de fios soltos, rompidos, abandonados ou instalados de maneira inadequada nos postes da cidade.
Fiscalização identificou fios baixos e fora do padrão
Durante as vistorias, foram observados cabos em formato de “barriga”, com altura incompatível e próximos ao nível da rua. Esse tipo de irregularidade pode interferir na circulação de pedestres e veículos, além de dificultar o trabalho de equipes que atuam na manutenção da rede elétrica e dos serviços de telecomunicações.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o mutirão foi organizado para corrigir problemas encontrados na fiação aérea e ampliar a fiscalização sobre as estruturas instaladas no espaço urbano. A iniciativa envolve a identificação dos responsáveis pelos cabos e a adoção das medidas necessárias para regularizar ou remover os materiais.
A instalação, a manutenção e a retirada dos cabos de telefonia, internet e TV são responsabilidades das empresas de telecomunicações que utilizam os postes. Quando há fios sem uso, rompidos ou instalados fora das regras técnicas, as prestadoras devem fazer a correção, evitando que a fiação permaneça exposta nas vias públicas.
Mais de 6 toneladas de sucatas foram retiradas em 2026
O volume de material removido ajuda a dimensionar o problema enfrentado em Belo Horizonte. De acordo com a Cemig, 6,3 toneladas de sucatas de cabos foram retiradas da cidade somente em 2026. Somado ao material recolhido no ano anterior, o total ultrapassa 13 toneladas.
Entre janeiro e agosto de 2026, a distribuidora encaminhou 4.864 notificações às empresas que utilizam os postes na capital. O número já supera as 3.629 notificações registradas durante todo o ano de 2025, indicando uma intensificação das cobranças para que as irregularidades sejam corrigidas.
As notificações são direcionadas às empresas responsáveis pela ocupação da infraestrutura. A medida busca fazer com que cada prestadora identifique seus cabos, retire os materiais abandonados e reorganize os trechos que apresentam risco ou desrespeitam os padrões de instalação.
Problema afeta segurança e mobilidade urbana
A presença de cabos baixos ou rompidos pode criar obstáculos para quem circula pelas ruas de Belo Horizonte. Pedestres, motociclistas, motoristas e trabalhadores envolvidos na manutenção das redes ficam mais expostos quando a fiação ocupa uma posição inadequada ou permanece caída próxima ao passeio e à pista.
Além dos riscos imediatos, o excesso de cabos e a falta de identificação podem dificultar a atuação das equipes responsáveis por reparos. A organização da fiação também contribui para preservar o espaço público e reduzir a possibilidade de novos rompimentos ou de materiais abandonados permanecerem instalados nos postes.
A força-tarefa realizada em São Bento, Lagoinha e Mangabeiras é parte de um trabalho que deve continuar em outras áreas de Belo Horizonte. Conforme as informações divulgadas pelos órgãos envolvidos, novas mobilizações estão previstas para ampliar a fiscalização e corrigir problemas identificados em diferentes pontos da capital.
Fiscalização deve avançar para outras regiões
A atuação conjunta entre Cemig, Prefeitura de Belo Horizonte e empresas de telecomunicações concentra esforços em uma estrutura compartilhada por diferentes serviços. A distribuidora administra os postes, enquanto as prestadoras utilizam esses espaços para instalar redes de comunicação, o que exige coordenação para evitar conflitos e manter a fiação dentro dos padrões.
Com o avanço das vistorias e das notificações, a expectativa é que os cabos irregulares em Belo Horizonte sejam identificados com mais rapidez e encaminhados para retirada ou adequação. O trabalho também reforça a necessidade de manutenção contínua das redes e de responsabilidade das empresas sobre os materiais que permanecem instalados nas ruas.
Fontes: Cemig e Prefeitura de Belo Horizonte.










