Belo Horizonte recebe, ao longo de setembro de 2026, uma nova edição da campanha “BH sem Capacitismo: pelo Respeito e Protagonismo das Pessoas com Deficiência”. A iniciativa é coordenada pela Subsecretaria de Direitos Humanos e pela Diretoria de Políticas para as Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Belo Horizonte, com atividades voltadas à conscientização, ao diálogo e à inclusão social.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a programação reúne debates, oficinas, apresentações culturais e ações comunitárias em diferentes regiões da capital. As atividades foram planejadas para aproximar o tema da população e estimular a reflexão sobre as barreiras que ainda dificultam a participação plena das pessoas com deficiência na cidade.
Encerramento terá atividades em dois pontos da capital
O encerramento da programação está previsto para esta quarta-feira, 30 de setembro de 2026. Entre as ações anunciadas estão a oficina “Cultivando a Inclusão: Horta e Flores Comunitárias”, no bairro Santa Helena, e a roda de conversa “Cuidar para Incluir”, no Centro de Referência de Assistência Social Mariano de Abreu.
A roda de conversa será direcionada a mães atípicas e familiares de pessoas com deficiência. A proposta amplia o espaço de escuta e troca de experiências entre pessoas que acompanham de perto os desafios relacionados ao cuidado, à autonomia e à inclusão. Já a oficina no Santa Helena utiliza uma atividade comunitária para trabalhar a convivência e a participação social.
Ao longo do mês, a campanha também passou por espaços de circulação e convivência conhecidos dos moradores de Belo Horizonte, como a Praça da Estação, a Praça Sete e a Praça da Liberdade. A programação incluiu ainda ações na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil e em equipamentos da rede socioassistencial.
O que é capacitismo
Capacitismo é o preconceito ou a prática que reduz a autonomia, a capacidade ou o valor de uma pessoa por causa da deficiência. Ele pode aparecer em atitudes, comportamentos e decisões que tratam pessoas com deficiência como menos capazes ou impedem sua participação em condições de igualdade.
A campanha chama atenção para diferentes tipos de barreiras presentes no cotidiano. Elas podem ser físicas, quando dificultam o acesso a espaços e serviços; digitais, quando impedem o uso adequado de informações e ferramentas; ou comportamentais, quando resultam de preconceitos, estigmas e da falta de disposição para promover a inclusão.
Ao levar o debate para praças, equipamentos públicos, unidades da assistência social e espaços culturais, o Setembro Verde busca mostrar que a inclusão não depende apenas de ações isoladas. O tema envolve a forma como a cidade é organizada e como os serviços públicos, as instituições e a sociedade se relacionam com as pessoas com deficiência.
Campanha destaca respeito e protagonismo
O eixo “BH sem Capacitismo: pelo Respeito e Protagonismo das Pessoas com Deficiência” coloca as próprias pessoas com deficiência no centro da discussão sobre direitos e participação. A abordagem reforça que inclusão não significa apenas oferecer atendimento, mas também reconhecer autonomia, voz e capacidade de decisão.
Em Belo Horizonte, o Setembro Verde é promovido desde 2017 e tem como referência o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A mobilização integra ações de direitos humanos, acessibilidade, assistência social e cultura, com atividades distribuídas por diferentes territórios da cidade.
A programação de 2026 reforça a importância de tratar o capacitismo como uma questão de cidadania. Para os moradores, as ações representam uma oportunidade de conhecer o tema, identificar obstáculos no cotidiano e participar de discussões sobre uma cidade mais acessível e respeitosa. As informações sobre a campanha e as atividades previstas estão reunidas na página oficial da Prefeitura de Belo Horizonte.










