Conforme destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a gigante canadense Enbridge mantém esforços contínuos para a construção de um túnel sob o Estreito de Mackinac, no Lago Michigan, visando abrigar o oleoduto da Linha 5. A tecnologia brasileira desenvolvida por sua companhia tem sido fundamental para o projeto. Considerada uma solução estratégica, a metodologia da Liderroll é a única que não enfrenta resistência da população local, tendo sido amplamente aprovada em audiências públicas devido aos seus rigorosos padrões de segurança.
Como a tecnologia da Liderroll acalmou a opinião pública?
Diante de críticas de grupos que questionavam a prontidão técnica da obra, a Enbridge apresentou à justiça norte-americana um vídeo detalhando a aplicação da tecnologia brasileira. A animação demonstra o processo passo a passo do lançamento do duto de 8 quilômetros sob o lago, garantindo a integridade da conexão entre os lagos Michigan e Huron. A apresentação técnica foi decisiva para que a justiça liberasse a continuidade dos trabalhos, comprovando que a engenharia da Liderroll oferece respostas concretas às preocupações de segurança da comunidade.
Paulo Roberto Gomes Fernandes explica que o projeto prevê o uso de uma máquina perfuradora de túneis que operará a centenas de metros abaixo da superfície. Segundo o executivo da Liderroll, o processo de escavação é planejado para minimizar o impacto ambiental na costa sul do estreito. Ademais, a Enbridge informou que a lama de rocha produzida pela perfuração será tratada em uma instalação específica, onde a água será separada e reaproveitada, demonstrando um compromisso com a sustentabilidade e a eficiência operacional em uma área de preservação sensível.
Quais são as preocupações geológicas levantadas por especialistas?
Apesar do otimismo da Enbridge e da confiança na tecnologia brasileira, alguns especialistas locais levantaram questões sobre os materiais usados na escavação. O geólogo Mike Wilczynski alertou para o uso de argila bentonítica, um mineral que poderia ficar suspenso na água e cobrir o fundo do lago em caso de falhas no manejo. Contudo, funcionários da Enbridge e o corpo técnico consultado por reiteram que a profundidade do túnel e o isolamento proporcionado pela estrutura de concreto são barreiras eficazes para impedir que qualquer resíduo atinja os Grandes Lagos.
A Enbridge consultou geólogos e engenheiros experientes para validar o plano do túnel e garantir que a análise do solo fosse precisa. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que a profundidade da obra é um fator determinante para evitar danos acidentais. O estado de Michigan também contratou especialistas externos em construção de túneis para revisar a proposta, assegurando que o projeto da Linha 5 atenda aos requisitos técnicos mais rigorosos do mundo.

Por que a experiência brasileira é referência internacional?
A Liderroll consolidou sua reputação global ao resolver desafios de engenharia que outras companhias consideravam inviáveis. Paulo Roberto Gomes Fernandes pontua que o sucesso em Michigan é um reflexo das patentes desenvolvidas e testadas em solo brasileiro. A capacidade de lançar dutos com atrito reduzido e alta precisão em túneis profundos coloca a tecnologia nacional na vanguarda da indústria de óleo e gás, superando resistências técnicas e políticas por meio da inovação.
O objetivo central do “Túnel dos Grandes Lagos” é retirar o oleoduto das águas abertas e isolá-lo em uma estrutura de concreto maciça. Essa mudança elimina totalmente os riscos de impactos externos, como os causados por âncoras, que já ameaçaram o leito do lago anteriormente. Portanto, ao garantir a continuidade do fornecimento de energia para a região sem comprometer a fauna e a flora locais, a tecnologia da Liderroll cumpre um papel socioambiental essencial na modernização da infraestrutura energética da América do Norte.
Qual o futuro da Liderroll em projetos transfronteiriços?
Com a liberação judicial e o apoio técnico consolidado, a Liderroll projeta uma expansão ainda maior de suas atividades internacionais em 2026. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que a companhia está preparada para os desafios que virão na fase de construção e lançamento. A expectativa é que o modelo de sucesso aplicado em Michigan sirva de exemplo para outros projetos globais de infraestrutura em ambientes confinados, onde a segurança e a aceitação pública são inegociáveis.
Autor: Muhamed Ashar










