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PF investiga suspeitas de fraude em contratos de mais de R$ 80 milhões da Educação de BH

Profissional analisa documentos sobre uma mesa de trabalho, com lápis coloridos ao lado.
Operação Overclean cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados para apurar possíveis irregularidades em contratações realizadas entre 2024 e 2025

A Polícia Federal deflagrou, em 17 de setembro de 2026, a 10ª fase da Operação Overclean para investigar suspeitas de irregularidades em contratações realizadas por uma secretaria municipal de Belo Horizonte. A apuração envolve procedimentos conduzidos entre 2024 e 2025 e tem como foco possível direcionamento para o fornecimento de serviços e materiais didáticos.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, pelo menos três procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. A corporação informou que outros processos também estão sob investigação.

A operação mobilizou medidas judiciais em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A investigação busca reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer a condução dos processos de contratação e a eventual participação de diferentes envolvidos.

O que a Polícia Federal investiga

O foco da apuração está em possíveis fraudes em contratações públicas relacionadas à área municipal de educação em Belo Horizonte. Conforme a PF, os investigadores analisam a hipótese de que procedimentos tenham sido direcionados para favorecer o fornecimento de serviços e materiais didáticos.

O direcionamento de uma contratação pode ocorrer quando as regras ou condições de um procedimento são estruturadas de forma a beneficiar previamente determinado fornecedor. No entanto, a operação ainda está em fase de investigação, e as suspeitas precisam ser comprovadas ao longo do processo, com respeito ao direito de defesa dos envolvidos.

Os contratos sob análise foram firmados no período de 2024 a 2025. A informação divulgada pela corporação não detalha, na fonte consultada, quais empresas ou pessoas são investigadas, nem especifica individualmente os objetos de cada contrato. O valor superior a R$ 80 milhões corresponde à soma de pelo menos três procedimentos mencionados pela PF.

Mandados foram cumpridos em seis estados

As ordens judiciais foram executadas em seis unidades da Federação: Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Belo Horizonte aparece como ponto central da investigação por causa das contratações vinculadas à estrutura municipal de educação, mas a operação também alcançou outros estados.

A realização de buscas e apreensões permite aos investigadores recolher documentos, equipamentos e outros materiais que possam contribuir para a análise dos contratos. A PF não informou, na nota utilizada como fonte, o resultado individual de cada diligência ou a existência de prisões relacionadas a esta fase da operação.

A 10ª fase integra a Operação Overclean, investigação conduzida pela Polícia Federal. A divulgação ocorreu em 17 de setembro de 2026, às 7h11, e a publicação foi atualizada às 7h20, conforme o registro disponível no portal oficial da corporação.

Quais crimes são apurados

De acordo com a Polícia Federal, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A expressão “em tese” indica que essas são hipóteses consideradas na investigação, e não crimes já reconhecidos definitivamente pela Justiça.

As buscas fazem parte da etapa de coleta de provas. A partir do material apreendido e de outras informações reunidas no inquérito, os investigadores poderão avaliar se houve irregularidades, qual teria sido a dinâmica dos contratos e se existem responsabilidades individuais a serem atribuídas.

Até o momento, com base exclusivamente nas informações divulgadas pela PF, não há condenação definitiva relacionada aos fatos. A investigação pode avançar para novas fases, ser ampliada para outros procedimentos ou resultar em conclusões diferentes das suspeitas inicialmente levantadas.

Impacto para a educação municipal

A apuração tem relevância direta para Belo Horizonte porque envolve contratos ligados à educação municipal e recursos públicos destinados à prestação de serviços e ao fornecimento de materiais didáticos. O esclarecimento dos fatos poderá ajudar a identificar se os procedimentos seguiram as regras aplicáveis às contratações públicas.

Também será necessário aguardar o desenvolvimento da investigação para conhecer a extensão dos valores eventualmente afetados e a situação de cada contrato. A informação oficial disponível até agora confirma a existência das diligências, o período analisado e o valor global de pelo menos três contratos, mas não apresenta conclusão sobre a ocorrência das fraudes.

O caso deve ser acompanhado como uma investigação em andamento. Qualquer responsabilização dependerá da análise das provas, do cumprimento das etapas legais e de eventual decisão judicial definitiva.