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Pilotos destros vs. canhotos no kart e no automobilismo: há vantagem na pista?

Lucio Fernandes Winck
Lucio Fernandes Winck

O CEO Lucio Winck aponta que, no automobilismo e no kart, qualquer detalhe pode fazer a diferença, incluindo a dominância motora dos pilotos. Embora a maioria seja destra, há competidores canhotos que se destacam e levantam uma questão interessante: a lateralidade pode influenciar o desempenho na pista? A forma como cada piloto manuseia o volante, distribui força nos pedais e reage a curvas pode revelar vantagens sutis de acordo com sua preferência motora.

A lateralidade interfere no controle do carro?

O controle preciso do volante e a sensibilidade nos pedais são aspectos cruciais na pilotagem. Pilotos destros tendem a ter mais precisão com a mão direita, o que pode facilitar ajustes sutis durante curvas e retas. Já os canhotos, ao priorizarem a mão esquerda, podem apresentar uma distribuição diferente de força, o que influencia a forma como controlam o carro em situações extremas, como frenagens bruscas ou retomadas rápidas.

No kart, onde o volante é menor e os reflexos precisam ser mais ágeis, essa diferença pode ser ainda mais perceptível, como explica o CEO Lucio Winck. Canhotos podem sentir maior controle ao fazer curvas para um lado específico, enquanto destros tendem a se adaptar melhor a outros tipos de traçados. No entanto, o treinamento contínuo e a adaptação ao carro acabam nivelando essas diferenças ao longo da carreira de um piloto.

Lucio Fernandes Winck
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Existe vantagem em circuitos específicos?

O formato e a direção das curvas de um circuito podem favorecer pilotos com determinado perfil motor. Pistas que exigem mais curvas para a esquerda podem ser ligeiramente mais confortáveis para canhotos, que tendem a ter maior precisão ao girar o volante nessa direção. Por outro lado, circuitos com predominância de curvas para a direita podem beneficiar os destros, entretanto, o CEO Lucio Winck destaca que a preparação técnica e a adaptação são os verdadeiros diferenciais na performance.

O treinamento pode eliminar essa diferença?

A repetição constante de movimentos faz com que o corpo se adapte às exigências da pilotagem, tornando a dominância motora um fator menos relevante com o tempo. Desde as categorias de base, os pilotos treinam para ter controle preciso em ambas as mãos e pés, garantindo equilíbrio no desempenho. Com a prática, tanto destros quanto canhotos desenvolvem habilidades que compensam possíveis diferenças naturais.

No kartismo, onde o tempo de reação é essencial, essa adaptação é ainda mais rápida. A necessidade de respostas instantâneas faz com que pilotos aprendam a distribuir sua atenção e controle de maneira equilibrada. Isso reforça a ideia de que, independentemente da lateralidade, o sucesso na pista está mais ligado ao treino e à experiência do que a qualquer predisposição biológica.

O que realmente faz a diferença na pilotagem?

A dominância motora pode influenciar pequenos aspectos da pilotagem, mas está longe de ser um fator decisivo no desempenho. O que realmente diferencia os grandes pilotos é a capacidade de adaptação, a leitura estratégica da corrida e a precisão na execução das manobras. 

Em suma, um piloto bem preparado supera qualquer desvantagem teórica, independente de ser destro ou canhoto, como ressalta o CEO Lucio Winck. No fim das contas, o verdadeiro diferencial está no talento e na dedicação, não na mão que segura o volante com mais firmeza. A capacidade de adaptação e o controle sob pressão são fatores muito mais determinantes para o sucesso.

Autor: Muhamed Ashar