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SUS em BH gastou R$ 2,8 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026: o que os números mostram sobre a saúde pública na cidade

Prefeitura apresentou prestação de contas à Câmara Municipal com dados sobre atendimentos, campanhas de vacinação e desafios do sistema de saúde de Belo Horizonte.

Toda cidade tem um termômetro sobre como está indo a gestão pública, e em Belo Horizonte esse termômetro passou pela Câmara Municipal no fim de maio. A Secretaria Municipal de Saúde prestou contas do primeiro quadrimestre de 2026 numa audiência pública, e os dados apresentados revelam tanto o tamanho do esforço quanto os desafios que permanecem.

Foram empenhados R$ 2,8 bilhões em ações de saúde entre janeiro e abril deste ano, segundo informações divulgadas pelo Portal CMBH, o canal oficial da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Para uma cidade com a população de BH, o número parece grande, mas a comparação com as demandas reais do sistema de saúde revela um cenário de pressão constante.

Para o morador que usa o SUS em BH, a questão não é teórica: é a fila de espera para especialista que demora meses, é a UBS do bairro com horário reduzido, é a campanha de vacinação que chega ou não chega no posto mais próximo. Entender onde vai esse dinheiro é um direito de quem paga impostos e usa os serviços.

O que a prestação de contas revelou

A audiência pública realizada no dia 27 de maio na Câmara Municipal teve como objetivo apresentar o relatório de prestação de contas do SUS-BH no primeiro quadrimestre do ano. Além dos R$ 2,8 bilhões empenhados, os representantes da Secretaria Municipal de Saúde destacaram ações desenvolvidas no período.

Entre as iniciativas em andamento, a campanha de multivacinação iniciada em junho merece atenção especial. A Prefeitura lançou a campanha a partir do dia 1 de junho com o objetivo de reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra doenças preveníveis por vacina. Segundo informações do portal da Prefeitura, prefeitura.pbh.gov.br/noticias, a campanha mobilizou postos de saúde em toda a cidade.

O contexto nacional também influencia a saúde pública em BH. A suspensão da vacina da dengue gerou dúvidas entre moradores e profissionais de saúde, especialmente em uma cidade que viveu surtos graves da doença nos últimos anos. A orientação das autoridades é para que a população continue monitorando sintomas e procure atendimento ao primeiro sinal de febre, dores musculares intensas e manchas na pele.

Vacinação em BH: como acessar os postos e o que está disponível

Para a população de Belo Horizonte, a rede de vacinação funciona por meio das Unidades Básicas de Saúde distribuídas nos diferentes distritos sanitários da cidade. BH tem mais de 150 unidades de saúde, o que representa uma das maiores coberturas de atenção primária entre as capitais brasileiras.

No caso da campanha de multivacinação em curso, o foco são crianças e adolescentes que estão com o calendário vacinal desatualizado. Isso inclui vacinas como sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, hepatite B e outras que compõem o calendário nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Pais e responsáveis podem verificar a situação vacinal dos filhos pela Caderneta de Saúde da Criança ou pelo aplicativo ConecteSUS, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativo.

Para localizar o posto de vacinação mais próximo e conferir os horários de funcionamento em BH, o canal mais indicado é o portal prefeitura.pbh.gov.br ou o telefone 156, central de atendimento da Prefeitura.

Os desafios que os números ainda não mostram

Por trás dos R$ 2,8 bilhões empenhados, existem desafios que qualquer morador de BH reconhece no cotidiano. Um deles é a fila de espera para consultas com especialistas pelo SUS. Em Belo Horizonte, o tempo médio de espera para algumas especialidades ainda é longo, o que gera pressão sobre as urgências e emergências hospitalares.

Outro ponto que a prestação de contas não detalhou publicamente, mas que profissionais de saúde apontam, é a situação do Hospital Odilon Behrens. Segundo informações do Portal CMBH, a Câmara Municipal realizou audiência pública para debater as nomeações do concurso do hospital, um indicativo de que há tensões internas na gestão de pessoal de um dos principais equipamentos públicos de saúde da capital.

A Guarda Civil Municipal de BH também ganhou nova regulamentação em maio, com a publicação da Lei 12.023, que estabelece que agentes não devem atuar sozinhos em atividades de risco. A norma tem implicações na segurança das unidades de saúde, que frequentemente acionam a GCM para ocorrências internas.

Para quem quer acompanhar de perto a situação da saúde pública em BH, o Portal CMBH publica atas das audiências públicas em cmbh.mg.gov.br, e o Ministério da Saúde mantém dados atualizados sobre o SUS no Brasil em saude.gov.br.

Fontes: Portal CMBH | Prefeitura de Belo Horizonte | Ministério da Saúde